Portugal foi processado pelas condições que os avicultores tratam as suas galinhas. Aparentemente andamos a stressar as galinhas.
Sou um defensor dos direitos dos animais. Tenho que os comer, não tenho que os fazer sofrer para isso.

Mas não há modo de processar Portugal pelo modo como os políticos tem stressado os habitantes humanos? De algum modo deverá ser possível processar o Estado e pedir uma indeminização pelos danos causados por anos consecutivos de má gestão do país!
E pelo caminho processar os concidadãos que votam invariavelmente nas mesmas aboboras.
Exemplo mais recente foram as eleições da Madeira. Soube-se antecipadamente que o Alberto João andou a “martelar” as contas e que agora estava com um buraco gigante. Presumo que a ideia dele seria ser reeleito e remediar as contas de um modo airoso para sair bem da história ou então continuar a cavar o buraco até morrer e quem vier atrás que feche a porta.
Correu mal. O governo central já tinha avisado que acabou a boa vida, e agora confirmaram-no no acordo. Esperemos que seja para manter.
Do meu ponto de vista, uma região autónoma é efectivamente autónoma. Não precisa de ter benefícios fiscais para habitantes, impostos mais baixos para empresas e ainda dinheiro do continente. É autónomo e faz o que entender com a fiscalidade e não recebe nada externo.
Nestas coisas da politica quer se acredite ou não, o Passos Coelho disse que não iria renegociar com a troika nem alargar os prazos. Os optimistas confiam, os pessimistas desconfiam, no entanto passam uma mensagem que vão tentar e de que é possível.
O Alberto João, entrou num acordo apalavrado para deixar a coisa arrastar para depois das eleições, foi eleito e agora já queria dar o dito pelo não dito. Mas sem acordo fecha-se a torneira. Lá foi obrigado o senhor a meter o carapau no papel…
Ainda assim vai já dizendo que assim não vai dar e que tem de renegociar.
O pensamento do senhor é claramente “ sem euros, como é que pago o fogo de artificio, as festas, os empregos para os amigos…??? Estou Lixado com F grande!!!”

Penso que o ideal seria tirar toda a autonomia e governar a região como qualquer outra parte do território. Se é para doer, é para doer a todos por igual.
Um cofre, contendo cerca de 1500 euros, desapareceu do interior do posto da GNR de Quarteira. Dentro do cofre estava a verba recolhida pelos militares, em multas de trânsito, durante o último fim--de-semana.

O caso foi detectado ontem e não se sabe ao certo quando foi levado o cofre, de pequenas dimensões e transportável. Suspeita-se de que tenha sido entre a noite de domingo e a manhã de ontem, sem que os guardas de serviço dessem por qualquer situação anormal. Da mesma forma, ainda são muitas as dúvidas sobre quem poderá ter levado o cofre com o dinheiro.
"Estamos a desenvolver diligências internas para tentar apurar o que aconteceu", referiu ontem ao CM o tenente-coronel Sequeira, porta-voz do Comando da GNR de Faro. Para já, no entanto, a Guarda não confirma que se tenha tratado de um furto. "Estamos a tentar perceber se houve comportamento criminal", acrescentou o mesmo oficial.
As averiguações junto dos militares colocados em Quarteira e também com o pessoal que trabalha no posto iniciaram-se ontem.
O cofre estava dentro de um móvel, num gabinete situado no interior do posto. Por se tratar de uma área a que "relativamente poucas pessoas têm acesso", o Comando de Faro admite que as diligências para se descobrir o que se passou possam ser facilitadas.
Um militar referiu ao CM que, depois de se saber do desaparecimento do cofre com o dinheiro, o ambiente ficou tenso dentro do posto de Quarteira. "Não queremos nem podemos suspeitar de alguém, mas também não se percebe como é que o cofre possa ter desaparecido do interior do posto sem que ninguém desse por isso", explicou o mesmo guarda.
in Correio da Manhã
Ladrão que rouba ladrão...
Desejo a todos uma boa sobrevivência ao 2012 que se aproxima. Será preciso alguma sorte e alguma ginástica financeira.
Para começar o ano em beleza deixo aqui a sugestão para a ementa para mais logo:


Lagosta de cenoura, que como diria a amiga Cláudia, ao menos faz olhos bonitos e vinho espumante que está no continente à venda por pouco mais de 2 euros e com desconto em cartão.
Para todos, boa sorte!
"Em entrevista a um jornal holandês, o Presidente da República diz-se “muito preocupado” com os efeitos da crise na coesão social e defende "uma nova atitude da Europa".

O Presidente da República diz que os portugueses foram “demasiado negligentes” e estão hoje a sofrer as consequências de “uma vida fácil”. Numa entrevista a um jornal holandês, Cavaco Silva diz acreditar que Portugal vai ultrapassar a actual crise financeira, mas mostra-se “muito preocupado” quanto aos efeitos da austeridade na coesão social.
"A crise requererá muito tempo. Devemos romper o círculo vicioso. Temos uma recessão e o desemprego aumenta rapidamente. Ando muito preocupado com a coesão social, com o desemprego entre os jovens, com o perigo da exclusão social dos pobres. A nossa resistência vai ser muito posta à prova em 2012", defende o chefe de Estado, numa entrevista ao diário "Financieele Dagblad", publicada hoje.
Cavaco Silva considera que os portugueses tiveram “uma vida fácil” quando o país entrou na Zona Euro e que houve excessivo investimento em bens não transaccionáveis. O Presidente da República lamenta ainda a maneira como o país negou as consequências da impossibilidade de ter uma política de taxas de câmbio. "Fomos, portanto, demasiado negligentes."
O Presidente refere, por outro lado, que, apesar das duras medidas de austeridade que o Governo “pretende realmente implementar”, os portugueses têm demonstrado "grande responsabilidade patriótica".
No campo político, o chefe de Estado insiste no diálogo entre Governo e PS, enquanto maior partido da oposição. Cavaco frisa o "poder da palavra" de que dispõe e lembra que todas as quintas-feiras tem "um longo encontro" com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o que lhe permite exercer influência e "comentar as medidas ainda numa fase precoce".
Além disso, refere, é igualmente "essencial" a concertação tripartida do Governo com os sindicatos e o patronato.
Cavaco defende "nova atitude da Europa"
O Presidente da República defende a necessidade de "uma nova atitude da Europa", considerando que não se pode apenas falar de sanções e cortes e admitindo que foram cometidos "demasiados erros".
"Os Estados europeus devem não apenas falar da responsabilidade, como também da solidariedade", frisa Cavaco Silva, na entrevista ao "Financieele Dagblad".
“Não se pode falar somente de sanções e cortes", sendo necessária uma estratégia para favorecer o crescimento em Portugal e também na Europa. Caso contrário, alerta, "os encargos serão insuportáveis".
"Sinto essa falta no Conselho Europeu", reconhece o Presidente da República, que lembra que tal não acontecia quando exercia o cargo de primeiro-ministro, nos finais da década de 80 e início da década de 90.
Em seu entender, a redução do défice não é uma condição suficiente e deve ser encontrado um caminho para a recuperação económica, o que no caso de Portugal significa "exportar mais".
O Presidente da República reitera ainda as críticas ao modo como os líderes europeus têm reagido à crise, considerando que "demasiados erros foram cometidos", alguns dos quais já “felizmente” corrigidos.
Cavaco Silva considera ainda que seria um "verdadeiro desastre" o fim da Zona Euro, pois implicaria um regresso ao proteccionismo.
O jornal holandês que entrevistou o chefe do Estado português está a publicar um conjunto de reportagens e entrevistas sobre Portugal. "
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp
Demita-se e assuma as suas responsabilidades. Estamos onde estamos a si se deve. Tenha vergonha e esconda-se onde ninguém tenha de olhar para essa cara.

Passos Coelho recomenda aos portugueses, sobretudo aos licenciados, se não encontram trabalho por cá, procurem lá fora.
António José Seguro faz uma péssima leitura e responde que as palavras de Passos Coelho são palavras de quem já está derrotado.
Não podia estar mais errado. As palavras de Passos Coelho são-lhe favoráveis parecendo que está a ser o tinoni e companhia da política (para quem não sabe, tinoni e companhia tinha uma frase que era “ eu estou-te a avisar”).
Senão reparem:
Coloquem-se no lugar do Passos Coelho. Neste momento o que ele tem é jovens licenciados desempregados, isto é o mesmo que dizer que há contestação com formação superior e capaz de mobilizar os que não conseguem, por falta de formação, mobilizar-se e mobilizar os outros.
Assim, livra-se de problemas de desemprego e contestação.
Adiciono um video de um analista politico, que analise com mais profundidade mas no mesmo sentido do que eu analiso.
Créditos do video para o canal SIC e para o jornal expresso.pt
… e a saga continua!

Volto a reforçar que o PSD pela pessoa do Passos Coelho já tinha avisado que era para privatizar e há-de levar a sua avante com a desculpa do “tem que ser” e o povo, de brandos costumes, aceita o “tem que ser…”.
Neste momento subiram os valores da consulta do centro médico, aqueles onde não há médicos, se perde um dia para uma possível eventual consulta para quase 10 euros, já para aceder a uma urgência o pagamento é de 20 euros.
Vamos a contas:
Se eu escolher um plano de saúde medis, e escolhendo o de valor mais elevado, pago 83,21€/mês.
Se eu ganhar 750€/mês. Entre mim e a empresa, pagamos 34,75% sobre o meu vencimento ilíquido: 260€/mês
Já estou a pagar quase mais 180 euros por mês do que no privado. Depois por consulta “regular” no privado, pago 15€ por consulta enquanto no público pago 10 euros. Numa urgência pago no público 40 euros, enquanto no público pago 20 euros.
Se eu for a uma urgência todos os dias do mês, no publico tenho uma despesa de 600 euros + 260 euros no imposto = 860 euros. Se for a uma consulta diária no privado, pago 1283. Em situação extrema pouparia ~460 euros no público, mas na verdade ninguém vai a 30 urgências por mês.
Ah pois, o desconto também vai para a reforma.
Vamos assumir que eu desconto 260€/mês durante 40 anos, isto daria de reforma cerca de 8500 euros de reforma anuais durante 15 anos. Vamos assumir que me aguento até aos 80 anos…
Claro que o problema está na tal de justiça social em que eu tenho que passar mal para que outros que não fazem rigorosamente nada possam viver do mesmo modo que eu, mas com muito menos trabalho.

Ontem deu uma reportagem na RTP1 com indivíduos de várias idades que precisam de ajuda para comer. A alguns, a esperança já morreu. Depois vejo nos bairros do costume uma corja que vive dos subsídios, com carrinhas Mercedes à porta, com vidas relativamente boas e boa parte deles com negócios menos claros.
Mas não estão sós. Conheço muito boa gente a ganhar mais que uma milena para não fazerem rigorosamente nada. São parasitas, e parasitas eliminam-se!
Entre malandros ao topo que exploram os do meio para parecer bonito, os de baixo que exploram os do meio com o bonito que os do topo querem parecer, nós do meio somos os lixados da história.
Faça-se o seguinte, Paga segurança social quem quer tirar proveito dela. Quem não quer, ou vai para o privado ou sujeita-se à sua sorte. Sustentar malandros é que não pode ser!

Cá venho eu novamente dizer coisas que ou são profecias ou são de velho do restelo…

A verdade é que enquanto andamos aqui entretidos a ver a casa dos segredos, se há ou não sexo, a democracia vai morrendo devagarinho, de modo quase imperceptível. Neste momento vivemos uma crise profunda, e passo a transcrever a etimologia da palavra Crise, muito ao jeito do Prof. Dimas de Almeida:
“Krisis = segundo os gregos essa palavra tem como significado o estado das situações e acções quando em mudanças, sendo essas para melhores ou piores, ou seja estar em crise é quando as coisas estão mudando de forma que não mudaram ainda mas também não estão como antes e com o passar da crise se saberá se mudou para melhor ou mudou para pior, crise no latim (Crisis) também pode significar ruptura, término, separação”.
Na realidade a crise é uma constante, umas vezes bate na porta do vizinho, algumas vezes bate na nossa porta. Facilmente nos esquecemos dos tempos bons, facilmente julgamos esta crise como sendo a pior de todas da nossa vida.
O problema das crises é que são o fim de algo e o início de outra coisa. Normalmente termina um governo e começa outro que ciclicamente se alterna de modo a ir agradando a uns e a outros mantendo o povo sereno. De tempos a tempos esses ciclos deixam de ser suficientes e a crise toma um tamanho de tal ordem que atinge todo o povo.
No Portugal contemporâneo assistimos a várias crises. Duas das mais recentes têm como protagonista António Oliveira Salazar, esse nosso velho conhecido. Entra para o ministério das finanças após ter sido negado ao país um avultado empréstimo que traria algum folego às finanças do país. Facto é que no ano seguinte o próprio tinha conseguido o milagre do saneamento das finanças públicas e foi aclamado por todos. Abriram-se assim as portas para a ditadura, longos anos de ditadura. O mesmo ditador que nos “salvou” foi o mesmo que nos afundou até à revolução do 25 de Abril. Entretanto esta é a terceira vez que temos cá o FMI. O problema nem é tanto a visita a Portugal do FMI, é a conjuntura internacional.
Sócrates, o pseudo-engenheiro e ex-primeiro-ministro, lá foi avisando que a crise que se estava a instalar não era um problema nacional, era uma crise mundial. Em casa país os motivos são diversos, no entanto, o resultado tem sido o mesmo, uma crise social, política e económica profunda que coloca em causa não só o modelo económico como a democracia em si.
No mesmo período que António Oliveira Salazar se senta na cadeira do poder, até que é a própria cadeira a faze-lo tombar, estava em plena actividade outro senhor que fez historia, Adolf Hitler.

Por essa altura a Alemanha vivia uma crise económica e social profunda. As multas impostas pela europa à Alemanha eram pesadas, os alemães não encararam a derrota e o fim da glória, e foi relativamente fácil seguir a palavra de um novo líder que prometia levá-los à glória. Em comum Salazar e Hitler têm uma linha política virada para a direita, em comum partilham uma juventude em que os princípios em que assentavam as suas educações foram modificados abruptamente, em comum, deixaram a sua marca na história, um, uma grande marca em pouco tempo, outro, uma grande marca, mais diluída no tempo.
Certo é que com o fim da II Guerra Mundial, surgiu a carta dos Direitos do Homem e o Estado Social. Estas ideias são validas e interessantes num mundo honesto em que quem precisa efectivamente de ajuda, recorre a ela enquanto os outros colaboram consigo e com os necessitados.
O individuo hoje desconta para a segurança social para pagar as reformas dos mais idosos, considerando que no seu tempo, outros trabalharão e descontarão para garantir a sua reforma. O argumento que hoje em dia os reformados são em numero superior aos que trabalham nem sequer é particularmente valida uma vez que os reformados ganham relativamente aos seus vencimentos à data da reforma e hoje em dia a larga maioria desconta, sendo que no passado, muitos não descontavam contando hoje em dia com reformas de 200 Euros ou pouco mais que isso. Falo de Portugal, obviamente!

(parecem pai e filho...)
O problema é que o dinheiro foge para outros fins. A malta assume direitos mas ignora e foge aos deveres, sendo que ficamos com uma fatia da sociedade que vive à custa de outros. A sociedade criou e deixou viver os parasitas e hoje sustentamo-los, e mantemo-los com receio que agora, se lhe tirarmos o rendimento, se insurjam e causem danos maiores. É como pagar a um ladrão para não ser assaltado uma vez que isso pode trazer consigo violência.
Com estes, depois temos os malandros graúdos. As leis estão feitas ao jeito do grande malandro e é desse modo que, felizmente agora se vai descobrindo alguma malandragem, se vai mantendo negócios pouco claros e em prejuízo para o contribuinte. Porque é que toda e qualquer obra publica ultrapassa os prazos estipulados inicialmente e ultrapassa em larga escala o orçamento dessa mesma obra? Derrapagem é a palavra de ordem.
Em Portugal enquanto chegaram fundos comunitários aos cofres do Estado, foi dando para tapar uns buracos criando outros, pedindo financiamentos negociados e renegociados. Os fundos acabaram e já não se consegue tapar buracos.
Cada vez mais se percebe que mudam-se as moscas e a merda é a mesma. A democracia representativa não funciona. Os governos tombam por todo o lado e os que ainda se vão mantendo, sobrevivem numa fragilidade doentia, sempre a renegociar para manter o povo minimamente sereno.
Não é o fim do Euro, ou o fim do Euro apenas para alguns países que irá alterar o panorama mundial. Alias, só tornaria a crise ainda mais grave. Neste momento, e estou apenas a referir a Grécia como exemplo, se sai do Euro e volta à sua moeda, a crise do país será ainda mais grave e ou não irão pagar a sua divida ou se a pagarem será ao longo de largos anos. É o mesmo que dizer que países que emprestaram o dinheiro ficarão sem ele durante muito tempo. Entre eles, por exemplo Portugal, que ainda que tenha recebido ajuda da troika, antes, emprestou dinheiro à Grécia.
O problema, está na máquina como um todo. O esquema económico funcionou melhor que o comunismo, mas a verdade é que é igualmente mau. O sistema de democracia representativa, pelo menos nos moldes em que a conhecemos, por partidos políticos e com profissionais da política, também não funciona.
A sensação que este momento dá é o equivalente a quando se tem aquelas convulsões antes de vomitar. Muita gente, e gente importante e influente, começa a falar em revolução, e ela surgirá e quanto mais depressa, melhor.

Hoje no facebook encontrei algo que me pareceu francamente vergonhoso. Um adepto do FCP, felizmente bem formado, meteu uma imagem do jornal Record.pt onde surge um atleta do Sporting da natação de onde foi apagado da touca o símbolo do clube. Poderia fazer já aqui uma piada, “até nas notícias querem apagar o sporting”, mas na verdade é uma vergonha que nem sequer faz muito sentido.
Nestas coisas de facebook, correntes e afins, tenho uma mania incrível de ir verificar a informação.
A notícia não estava logo na página inicial e como tal, meti no motor de busca o nome do atleta. Verificou-se na thumbnail que de facto o símbolo foi apagado.
Caricato que na noticia a situação foi corrigida e a imagem que surge já tem o símbolo.
Claramente é gato escondido com o rabo de fora.
O que terá passado na cabeça do fulano que apagou o símbolo do SCP? Francamente um jornalista que não consegue o mínimo da imparcialidade, não merece pertencer ao mundo jornalismo.
Felizmente não compro jornais desportivos, o que vejo é na internet, normalmente notícias genéricas, mas prefiro assim do que um mau serviço, felizmente este jornal em particular é um dos que não faço questão nenhuma de ler.
Para grandes expectativas, grandes frustrações.
Após uma serie de resultados positivos por parte dos jogadores do Sporting, os adeptos criaram a ideia de serem imbatíveis.
O Benfica criou uma estrutura que permite a uma claque estar num espaço que sendo limitado, protege tanto os adeptos da casa como os adeptos visitantes. Lamentavelmente, dias antes do jogo o ex-presidente do Sporting Dias da Cunha começou logo a incendiar os sócios do Sporting. Talvez preferissem um fosso para leões para onde se pudessem atirar, como alias, foi demonstrado recentemente por um par de leõezinhos, mas na casa da águia, temos gaiolas…

Pior que um ex-presidente foi um dirigente do clube a tentar incendiar mais a sua massa associativa e ainda mais grave o actual presidente a assinar por baixo.
Estes dirigentes, curiosamente reviram-se em tudo o que acharam mal, mas colocaram-se logo de parte dos mesmos associados que incendiaram as bancadas. Alias, ainda se fica com a ideia que foram adeptos do Benfica a incendiar o próprio estádio, apesar do espaço estar reservado aos adeptos do Sporting e com toda a certeza, foram benfiquistas que atiraram cadeiras aos Bombeiros.
Azar dos bombeiros de usarem uniformes e viaturas vermelhas…

A verdade é que o Sporting se hipotecou até às orelhas nesta época e não ganhando nada, dificilmente terá condições para continuar a comprar jogadores. Não há jogadores, nem imagem de clube para vender, nem nenhuma fonte de receita que lhes permita aguentar muito mais, e a verdade é que depois de uma série interessante de bons resultados, o Benfica, e bem, tirou a chupeta da boca da lagartada e começaram logo a espernear.

De ressalvar o bom jogo dos jogadores do Sporting que lutaram bem até ao fim, o ainda melhor jogo do Benfica que apesar de jogar com 10, conseguiu aguentar a pressão.
De lamentar alguns dos adeptos com atitudes negativas dentro de casa alheia e ainda pior os dirigentes leoninos com respostas de e argumentações de rapazolas de 12 aninhos ( e estou capaz de estar a ofender os jovens de 12 anos… alguns se calhar são portadores de maior maturidade…)

Ele há coisas fantásticas.
Para quem perde tempo a ler os meus textos, poderá lembrar-se que já faz uns anos que falei no fim da democracia tal como a conhecemos. Agora, vem a crise e começam os políticos a dizer o que eu já disse com anos de antecedência.
Neste momento tenta salvar-se o que não tem salvação. O sistema é podre, está a afogar-se e esperneia-se para tentarem continuar à tona. Em rigor, há falta de dinheiro de uns lados, puxa-se de outros, quando deixa de haver de outros lados, espreme-se mais um pouco o povo enquanto se pode e depois já não há por onde espremer mais. Uma pessoa arrasta outra, uma empresa afoga a outra, várias empresas afogam o país e o país arrasta os seus vizinhos. Eventualmente voltaremos a ter uma grande depressão e, ou caminhamos para uma nova era de regimes de extrema-direita, ou todo o sistema económico e politico será alterado de tal maneira que nada será como antes. O capitalismo tem o mérito no que toca ao individuo conseguir subir por mérito. O comunismo atrofia o individualismo mas tem a favor o estado social.
Bom, veremos.
Hoje li duas coisas curiosas. A primeira reporta à RTP e ao fim da publicidade no canal publico.
Mas alguém esperava alguma coisa de diferente depois do Pinto Balsemão andar por ai a espernear a dizer que era concorrência desleal? A malta do PSD começa a colaborar com os boys…

E eventualmente a televisão e radio “publica” termina e ficam apenas os privados como um bom país capitalista deve ser… Eventualmente tudo o que é serviço publico e função pública, acabará na mão dos privados…
Com o fim dos contractos colectivos de trabalho, acabam-se os sindicatos, pelo menos as centrais sindicais, e acabam as greves. Depois é passar tudo para os privados que o povo reclama, mas não tem força colectiva para fazer nada.
Outra situação foi a notícia que o Alberto João vai gastar 3 milhões nas festividades de Dezembro. Vergonha dos madeirenses que voltaram a votar nele, falta de vergonha do próprio que enterra as finanças da ilha e insiste, passando já os 3 milhões para as contas do próximo ano, vergonha do governo central que ampara estas vergonhas todas e vergonha nossa, os do continente que andamos a pagar impostos para que a malta na Madeira possa ver um fogo-de-artifício bonitinho.

Ainda que falem na retoma, alguns em 2013, outros em 2014, não espero nada de positivo para os próximos 10 anos.
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